Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sabatina de Alexandre de Moraes, farsa que esbofeteia o Brasil

moraes

Assista à sabatina de Alexandre de Moraes e leia a opinião do Blog sobre essa bofetada que Temer e o PSDB estão dando na cara do Brasil


Composta por 54 senadores (27 titulares e 27 suplentes), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal tem 10 senadores que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato e 17 deles foram citados por delatores.
Na verdade, dos 81 senadores, 24 são acusados ou suspeitos de alguma prática criminosa.
Uma das mais importantes comissões do Senado, a CCJ tem, entre suas atribuições, a tarefa de sabatinar indicados à Suprema Corte, caso do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes.
Recentemente, a Operação Acrônimo, coordenada por Polícia Federal e Ministério Público Federal, apreendeu documentos que indicam o pagamento de pelo menos R$ 4 milhões de uma das empresas investigadas, a JHSF Participações, de São Paulo, para a firma de advocacia do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, entre 2010 e 2014.
Também recentemente, reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o livro de autoria de Moraes “Direitos Humanos Fundamentais” contém trechos idênticos aos de uma obra do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente (1930-2016), Derechos Fundamentales y Principios Constitucionales. O futuro ministro do STF enfrenta acusações de plágio.
Após sua indicação ao STF, Moraes submeteu-se a uma “sabatina informal” realizada por parlamentares a bordo da chalana Champagne, casa flutuante do senador Wilder Morais, do PP, em uma festança que teria sido regada a muito álcool e prostitutas.
Mais uma controvérsia que acompanha Moraes é ter sido advogado da Transcooper, uma cooperativa de vans investigada por ligações com a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Dos 24 ministro do governo Michel Temer, 7 já foram citados na Lava Jato. Chegaram a ser 15, mas acabaram sendo afastados. Porém, os que foram citados e permanecem no governo são os mais próximos, inclusos José Serra, Moreira Franco e Eliseu Padilha.
Moraes é tucano de carteirinha, filiado em vias de desfiliação para poder ser nomeado para o STF.
Os vínculos estreitíssimos de Moraes com o PSDB e com o governo Temer fazem dele praticamente um despachante desse grupo político dentro do STF, por sua postura partidária e serviçal em relação a políticos envolvidos até o pescoço em escândalos de corrupção.
Meio Senado Federal está envolvido de alguma maneira nas delações da Lava Jato, da Acrônimo ou de alguma outra investigação. Por conta disso, o indicado por Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki deveria primar pela mais inquestionável independência em relação a quem o indicou e a partidos políticos.
Nesta terça-feira, o Brasil será transformado em um circo. Um espetáculo burlesco insultará cada cidadão decente que quer ver as instituições saneadas, mas que, ao contrário, verá, nesta data, um arremedo de processo legal para indicar um dos onze cidadãos que têm a última palavra na Justiça brasileira.
Não se esqueça de 21 de fevereiro de 2017, um dos muitos dias de nossa história em que o Brasil ficou menor.
Desta vez, apequenou-se após ser ridicularizado pelo Senado Federal e pelo presidente da República, que agora patrocinam encenação de uma farsa para fazer parecer que uma decisão já tomada para proteger corruptos tem algum aspecto respeitável.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Será que não tem Google na sede da IstoÉ?

istoE capa

Não param de surgir informações pouco abonadoras sobre a pessoa que convenceu a revista IstoÉ de que seria fonte suficientemente crível para um ataque “mortal” contra o líder de intenções de voto para presidente da República em 2018, Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira, abaixo, a acusação básica da revista ao ex-presidente.
“O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. ‘Levei uma mala de dólares para Lula’, afirmou à ISTOÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente. Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o ‘Wilinha’, a quem coube efetuar o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à ISTOÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. ‘Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões’, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente. De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira (…)”
O acusador diz que levou uma mala de dinheiro em uma empresa de táxi aéreo e que Lula foi lá buscar. Ocorre que eventuais passagens do ex-presidente por essa empresa de táxi aéreo nunca foram novidade . Eram frequentemente citadas na imprensa. O tal Davincci não trouxe novidade alguma à IstoÉ.
Falta de credibilidade parece ser o conjunto da vida desse indivíduo. Espalha-se como fogo sua trajetória de criações fantásticas. Tudo indica que se trata de alguém com problemas mentais. Chega a ser estarrecedor que a IstoÉ tenha usado tal fonte.
Confira, abaixo, as peripécias de Davincci Lourenço de Almeida, o homem que fez a IstoÉ pagar um mico de proporções épicas.
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Qualquer busca por aí resultará em muito mais fatos impressionantes sobre a fonte que deu a capa da IstoÉ desta semana. Será que não tem Google na sede da revista? Valeria dar uma busca no nome de suas fontes. Economizaria seu tempo e o nosso.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A rejeição a Temer e a ficha que cai


(134) Rodolfo Buhrer / La Imagem

Tereza Cruvinel

Não é preciso ter bola de cristal para concluir que a queda na aprovação ao governo Temer para meros 10,3%, segundo a pesquisa MDA-CNT, carrega uma tendência de continuidade que vai se acentuar na medida em que o governo avançar com sua agenda e os brasileiros conhecerem mais o presidente que os governa por obra de um golpe.  Nesta 133ª. Pesquisa CNT-MDA, 26,5% consideraram o governo péssimo e 17,6% apenas ruim,  o que soma 44,1% de desaprovação.  Já atuação do próprio Temer foi reprovada por 62,4%.  
         A reprovação ao presidente e a seu governo é mais um indicador, embora não o único, de que o projeto do golpe está naufragando a olhos vistos, e de que a ficha está caindo para os que se iludiram com o impeachment de Dilma Rousseff.  A contrapartida é o crescimento de Lula, na mesma pesquisa, entre os candidatos a presidente em 2018.   Ele cresceu seis pontos após a penúltima rodada da série, em outubro, passando de 24,8 para 30,5% pontos percentuais. Já Aécio, Marina, Ciro Gomes e o próprio Temer encolheram.  Além de Lula, só Bolsonaro cresceu, capitalizando a frustração da direita extremada com os outros que se dispuseram a representá-la. Subiu de 6,5% para 11,3%.
         A agenda do governo, quanto mais conhecida e implementada, mais desgaste trará a Temer e aos partidos e candidatos que se uniram na coalizão golpista.  O melhor resultado obtido por Temer nesta série de pesquisas foi logo depois de sua posse como interino, quando ainda era um enigma para a maioria da população.  Naquele momento, substituindo a presidente afastada,   que o Congresso e a oposição haviam impedido de governar no segundo mandato para gestar a crise e minar-lhe a popularidade, ele  foi visto por com alguma esperança por uma parcela da população que se iludiu com as promessas de moralização e restauração das condições econômicas.   Em junho, um mês depois da posse provisória, ele alcançou  33,8% de aprovação,  índice que caiu em outubro para 31,7%, e agora para 24,4%. Já a rejeição, que era de 51,5% em outubro, agora subiu 62,4%. A mesma evolução pode ser observada na avaliação do governo.
         A decepção tende a ser continuada por razões elementares. Por mais que a mídia e setores do empresariado e do mercado financeiro se esforcem para enxergar sinais positivos na economia, para o povo a situação só piorou sob Temer.  Até o final do ano, o país terá cerca de 3,8 milhões de novos pobres, filhos da recessão.  Os pobres já não andam de avião e já cortam até o celular, informam as companhias do setor. Cerca de 200 mil pessoas saíram dos planos de saúde só em janeiro, diz a ANS. Ou perderam o plano corporativo ao perderem o emprego, ou não puderam mais pagar o plano individual. A pressão sobre a rede pública de saúde aumenta, assim como o êxodo das escolas privadas pressiona o sistema público de ensino. Os programas sociais sofreram cortes. Nos estados, calamidade financeira, crise de segurança e penitenciária.  Neste quadro, como enxergar dias melhores? Como celebrar o recuo da inflação, obra da recessão? Os juros caíram duas vezes recentemente mas a taxa real (Selic menos inflação) continua mais alta que no último mês do governo Dilma, e isso impacta negativamente o crédito.  O governo anuncia, como um feito,  que o FGTS financiará imóveis de até R$ 1,5 milhão. O que isso significa é a drenagem de recursos para as classes de maior renda, em detrimento dos que precisam é da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida. Temer libera resíduos de contas inativas do FGTS, que nem farão cócegas na recessão, mas o povo agora está descobrindo é que ele garfou o abono do PIS/Pasep, que não será pago este ano.  
         Temer não foi eleito, não há como falar em estelionato eleitoral. Mas o que vem sendo percebido pela população é o estelionato político do impeachment: não houve moralização nem o país entrou nos trilhos, como prometido. Pelo contrário, a Lava Jato agora esbarra nos esquema de corrupção do PMDB e PSDB e Temer não dissimula os esforços para proteger sua turma. O país segue descarrilhando e a vida ficou pior.
         O presente é péssimo mas a percepção de que o futuro será trágico virá quando a população começar a entender o completo sentido das reformas previdenciária e trabalhista que o governo quer aprovar a galope.    O pior da reforma previdenciária nem é a elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos, para homens e mulheres. A maior maldade está na elevação do tempo mínimo de contribuição, de 15 para 25 anos. Num país onde milhões só conseguiram um emprego de carteira assinada bem mais tarde, até mesmo na meia idade, e onde os autônomos e os trabalhadores informais só começaram a ingressar no sistema a partir da implantação, por Lula, do regime simplificado com contribuição de 11%, milhares de pessoas jamais se aposentarão se tiverem que provar pelo menos 25 anos de recolhimento ao INSS.  Na medida em que estas e outras maldades forem conhecidas, a percepção do estelionato vai se consolidar e a rejeição a Temer e a seus associados vai aumentar.
         Lula será o beneficiário natural do cair da ficha. Secundariamente, Bolsonaro. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Com Lula, economia brasileira teve melhor fase em 30 anos, diz FGV

era lula

Nesta semana, ficamos sabendo pelo jornal Valor Econômico que, com a possibilidade de Lula concorrer novamente à Presidência em 2018, a disputa poderá ter um componente inédito. Pesquisa qualitativa feita pela empresa Ideia Inteligência explica por que a população “não ideológica”, ou seja, a grande maioria dos brasileiros, quer votar em Lula na próxima eleição.
Ao explorar os argumentos e as justificativas de um grupo selecionado de eleitores que andam afastados do PT, mas declaram intenção de votar no petista, o levantamento identificou reiterados sinais de um sentimento de nostalgia em relação à sua gestão, de 2003 a 2010.
Esta página vinha dizendo há muito tempo que, passados alguns meses da experimentação de um governo de direita, seria rápida a volta da população para a esquerda.
Desde antes da derrubada de Dilma Rousseff pelo golpe parlamentar de 31 de agosto de 2016 que este Blog vinha dizendo que, a partir do momento em que o primeiro dissesse a frase “Bom mesmo era no tempo do Lula”, ninguém seguraria mais a boiada. Era uma previsão óbvia, por isso se concretizou.
Segundo o Valor, em dezembro, num levantamento quantitativo com 2.828 entrevistas e margem de erro de dois pontos, o Datafolha mostrou que Lula era o líder isolado em todos os cenários de primeiro turno. Apesar do noticiário francamente desfavorável em 2016, com a Lava-Jato em seu encalço, impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e derrota do PT nas eleições municipais, Lula não só vem crescendo nas pesquisas como diminuindo drasticamente sua rejeição.
Nesta quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017, Lula volta a crescer. Se nas pesquisas anteriores ele ainda perdia (de pouco) para Marina Silva em segundo turno (em primeiro, ganhava), agora, na 133ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 8 a 11 de fevereiro de 2017 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o ex-presidente vence em todo e qualquer cenário. E de lavada.
Seguem, abaixo, os resultados:
Eleição presidencial 2018
1º turno: Intenção de voto espontânea
Lula: 16,6%
Jair Bolsonaro: 6,5%
Aécio Neves: 2,2%
Marina Silva: 1,8%
Michel Temer: 1,1%
Dilma Rousseff: 0,9%
Geraldo Alckmin: 0,7%
Ciro Gomes: 0,4%
Outros: 2,0%
Branco/Nulo: 10,7%
Indecisos: 57,1%
1º turno: Intenção de voto estimulada
Lula: 30,5%,
Marina Silva: 11,8%
Jair Bolsonaro: 11,3%
Aécio Neves:10,1%
Ciro Gomes: 5,0%
Michel Temer: 3,7%
Branco/Nulo: 16,3%,
Indecisos: 11,3%
CENÁRIO 3:
Lula 32,8%,
Marina Silva 13,9%,
Aécio Neves 12,1%,
Jair Bolsonaro 12,0%,
Branco/Nulo 18,6%,
Indecisos 10,6%
2º turno: Intenção de voto estimulada
CENÁRIO 1: Lula 39,7%,
Aécio Neves 27,5%,
Branco/Nulo: 25,5%,
Indecisos: 7,3%
CENÁRIO 2:
Aécio Neves 34,1%,
Michel Temer 13,1%,
Branco/Nulo: 39,9%,
Indecisos: 12,9%
CENÁRIO 3:
Aécio Neves 28,6%,
Marina Silva, 28,3%,
Branco/Nulo: 31,9%,
Indecisos: 11,2%
CENÁRIO 4:
Lula 42,9%,
Michel Temer 19,0%,
Branco/Nulo: 29,3%,
Indecisos: 8,8%
CENÁRIO 5:
Marina Silva 34,4%,
Michel Temer 16,8%,
Branco/Nulo: 35,2%,
Indecisos: 13,6%
CENÁRIO 6:
Lula 38,9%,
Marina Silva 27,4%,
Branco/Nulo: 25,9%,
Indecisos: 7,8%
Por mais que os grupos de mídia, os partidos conservadores e os grupos políticos de direita se recusem a aceitar, há uma explicação muito plausível divulgada por estudo da Fundação Getúlio Vargas.
O período, segundo a FGV, foi a fase de maior expansão para a economia brasileira das últimas três décadas, conforme estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na era Lula, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceram como jamais ocorrera nos 30 anos anteriores.
Por outro lado, o que representam os governos de direita se não redução de direitos, discurseira sobre “sacrifícios” da sociedade que só os mais pobres pagam.
Basta olhar o que acaba de fazer o prefeito de São Paulo, João Doria, ao reduzir pela metade (55%) a entrega de leite para crianças pobres na rede municipal de ensino para economizar 155 milhões em um orçamento de quase 50 bilhões.
era lula 1

Do lado do governo federal, só se fala em reduzir direitos trabalhistas, arrochar a previdência para que as pessoas só possam se aposentar às vésperas da morte, com 49 anos de contribuição, redução do SUS e outras tragédias.
E não vamos nos esquecer de que o Blog da Cidadania previu, em outubro do ano passado, que a partidarizada Operação Lava Jato pretendia prender Lula imediatamente porque, do contrário, passaria o momento de prendê-lo, já que, a partir deste ano, ele se fortaleceria muito porque começaria a deixar saudade ante a chuva de maldades tucano-peemedebistas que desabaria.
Bem, o momento passou. Ficou mais difícil prender Lula – e, logo, será impossível – e ele já caminha para se tornar unanimidade nacional. Porém, este blog oferece uma sugestão ao ex-presidente.
Em 2018, quando estiver com 60% de intenções de voto já no primeiro turno, que ele vá ao horário eleitoral e diga que se forem votar nele para presidente e não votarem também em um deputado e em um senador petista, é melhor que nem votem porque, se ele não tiver ampla maioria, não vão deixá-lo governar e, além disso, irão derrubá-lo.
Se Lula se eleger presidente em 2018 com ampla maioria no Congresso, finalmente este país entrará numa rota de crescimento com justiça social que irá perdurar por décadas. Mas vai dar um trabalhão reverter toda destruição do país que a direita está levando a cabo. Porém, antes tarde que nunca.

LULA PEDE QUE SUPREMO REPARE ERRO HISTÓRICO

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Ora, ora, mas não era o PT que iria “censurar” a imprensa?

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Um dos incontáveis textos opinativos publicados pela Folha de São Paulo e pelo resto da mídia tucana do eixo São Paulo – Rio de Janeiro ao longo dos governos Lula e Dilma, e que acusavam o PT de ser um partido antidemocrático que pretenderia censurar a “imprensa livre”, começava assim:
Por vezes, é divulgado que o PT busca mecanismos legais para subordinar a mídia. Segundo a afirmativa básica do partido, é preciso inocular dose de responsabilidade na mídia porque a burguesia é que a domina. Instrumentos sociais devem limitar as ‘mentiras’ e ‘deturpações’ veiculadas nas mídias.
Por isso, trago ao conhecimento frases coletadas no livro ‘Minha Luta’ de outro famoso crítico da liberdade de imprensa: Adolf Hitler. No livro, ele afirma que a imprensa livre recorre a “outros processos para envenenar o espírito público”.
‘Por meio de um amálgama de frases agradáveis, eles enganam seus leitores, incutindo-lhes a crença de que a ciência pura e a verdadeira moral são as forças propulsoras de suas ações, ao passo que, na realidade, isso não passa de um inteligente artifício para roubarem uma arma que seus adversários poderiam usar contra a imprensa’.
Para Hitler, costuma-se denominar ‘liberdade de imprensa’, “como se costuma denominar o abuso desse instrumento de ludíbrio e de envenenamento do povo, ao abrigo de quaisquer punições (…)”.
Folhas, Vejas, Globos, Estadões e seus penduricalhos passaram os 13 anos e pouco de governos do PT acusando os dois presidentes da República petistas e o próprio partido de quererem censurar a imprensa. Isso a despeito de que jamais esse grupo político tenha tomado uma mísera atitude para cercear não a liberdade de imprensa, mas a mais deslavada canalhice dessa mídia.
A ficha falsa de Dilma Rousseff
No dia 5 de abril de 2009, o jornal Folha de São Paulo publicou no alto de sua primeira página uma ficha policial falsa da então pré-candidata à Presidência da República Dilma Vana Rousseff que a acusava de crimes. Era a preparação para a disputa feroz que se estabeleceria entre ela e o candidato da Folha, José Serra, no ano seguinte.
— censura 1
Em matéria posterior, nas páginas internas, sem o mesmo destaque da acusação, o jornal reconheceu o seu antijornalismo. Reconheceu que recebeu o “documento” por e-mail de um site de extrema-direita e publicou no alto de sua primeira página sem checar nada.
Apesar disso, a Folha concluiu a matéria com a seguinte pérola:
“Pesquisadores acadêmicos, opositores da ditadura e ex-agentes de segurança, se dividem. Há quem identifique indícios de fraude e quem aponte sinais de autenticidade da ficha”
Ou seja, apesar da falsificação evidente, que a própria matéria reconhecia, deixou uma porta aberta para quem quisesse acreditar. Caberia, pois, uma ação judicial não apenas para retirar do ar matéria que consta até hoje dos arquivos da Folha, mas pedindo reparação.
Dilma nunca tomou uma mísera medida para impedir que seus adversários continuassem usando até hoje uma incontestável mentira. Tudo em nome da liberdade de imprensa.
O menino do MEP
Meses após aquele ataque eleitoreiro visando as eleições do ano seguinte, mais especificamente em 27 de novembro de 2009, a mesma Folha de São Paulo publica, com grande destaque, um texto espantoso de um desafeto de Lula.
O artigo “Os filhos do Brasil” foi escrito por um ex-militante de esquerda, César Benjamin, que se irritou com o biografia filmada de Lula, o longa “O Filho do Brasil”, do diretor Fábio Barreto, que enaltecia o então presidente da República.
— censura 2
No artigo, Benjamin, sem apresentar uma mísera prova, acusou Lula de ter tentado estuprar um colega de cela quando esteve preso durante a ditadura militar.
A Folha, sempre visando a campanha eleitoral do ano seguinte, tentava enlamear a imagem de Lula para diminuir seu poder de transferência de votos para Dilma na disputa que travaria com o queridinho da mídia paulista, José Serra.
Poucas vezes deve ter existido na história da humanidade motivo mais cabal para processar alguém, e chance tão grande de vencer o processo. Benjamin e a Folha foram desmentidos por TODOS os que estiveram com Lula e Benjamin naquela cela.
Lula, como Dilma, apesar das acusações de querem censurar a mídia tucana, jamais processou o caluniador ou o jornal que lhe possibilitou caluniar.
Suprema ironia
Chegamos a 2017. O grupo político que sempre acusou o PT de censura está no poder. Não só o PSDB, mas grande parte do PMDB que sempre condescendeu com as acusações de ímpeto censor vertidas pela mídia que apoiou incondicionalmente o regime que de fato a censurou por duas décadas.
Michel Temer, o presidente da República, está metido em confusões com a Justiça. Vem sendo delatado sem parar por ter recebido propina. Há um caso esquisito envolvendo tentativa de chantagem de sua mulher. Ela e o marido tentam vender que se trata de fotos íntimas e sensuais que produziram juntos. Mas há suspeita de que a causa da chantagem seja outra.
A mando do presidente e de sua mulher, a Casa Civil da Presidência da República conseguiu CENSURAR a imprensa que tanto acusou o PT e os dois presidentes da República petistas apesar de eles nunca terem cometido um só ato igual ao do governo tucano-peemedebista.
Quanta ironia, não?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Globo News responde ao Blog da Cidadania

globo news resposta

Na última sexta-feira (10/02), esta página publicou a matéria Globo cria força-tarefa para atacar Lula e Dilma semana que vem , contendo denúncia de que o ministro do STF Edson Fachin iria levantar o sigilo sobre delações feitas por funcionários da Odebrecht e a Globo News iria destacar só delações contra Lula e Dilma Rousseff.
Segundo a denúncia, a diretora da Globo News Eugênia Moreyra teria determinado que, assim que as delações fossem liberadas, força-tarefa de jornalistas da emissora que estaria sendo montada buscaria no material menções aos ex-presidentes Lula e Dilma e divulgaria imediatamente essas menções em edição extraordinária da Globo.
A repercussão da matéria foi grande devido à verossimilhança da denúncia. Não por conta da editora supracitada, mas por conta do comportamento de grandes meios de comunicação em relação ao PT e, em particular, aos ex-presidentes Lula e Dilma.
No início da tarde desta segunda-feira (13/02), a diretora Eugênia Moreyra envia e-mail a este Blog contestando a reportagem. A contestação segue abaixo e, em seguida, a posição deste Blog sobre essa contestação.
Senhor Editor Eduardo Guimarães,
Li com perplexidade e absoluta indignação o seu post “Globo cria força-tarefa para difamar Lula e Dilma”. A GloboNews não tem a menor ideia de quando o sigilo sobre os 950 depoimentos de executivos da Lava-Jato seria liberado.
Ao contrário do que o senhor afirma, não tenho encontro algum em Brasília com o objetivo de receber tais depoimentos. É ridículo imaginar que algum órgão de imprensa receba o material com exclusividade.
Minha história profissional é digna e não permitirei que ela seja manchada com as injúrias e difamações que marcam o seu texto. Se e quando os depoimentos forem divulgados, receberão o tratamento jornalístico adequado: tudo, de todos os partidos, será divulgado.
A GloboNews é apartidária. O texto, portanto, mente, sem pudor, ao afirmar que eu dei as seguintes ordens:
“Assim que ouvirem Lula ou Dilma coloquem no ar na hora, ao vivo, interrompendo qualquer programa, no plantão. Depois a gente assiste ao resto. Lula e Dilma têm de ser denunciados na frente de qualquer outro delatado”.
Isso é falso, ultrajante, difamatório e injuriante. E vai contra todos os princípios jornalísticos que a GloboNews pratica diariamente. Nada vai ao ar na emissora sem antes ser avaliado e analisado por completo.
Tenho uma história profissional digna, sem manchas, e pretendo defendê-la de todas as formas possíveis. Mentiras como as publicadas em seu texto mereceriam apenas o meu desprezo. Mas em respeito aos meus amigos, aos meus colegas de trabalho e ao público da GloboNews, eu as repudio publicamente.
Eugenia Moreyra.
Eu, Eduardo Guimarães, nunca nem mesmo tinha ouvido falar da senhora Eugênia Moreyra. Não existe qualquer motivo pessoal para atacá-la.
Como jornalista, porém, a senhora Eugênia Moreira sabe muito bem que não só a empresa na qual trabalha como muitos outros grandes meios de comunicação vêm publicando vazamentos seletivos contra o PT há anos, sobretudo no âmbito da Operação Lava Jato.
Eu poderia reproduzir mil e uma reportagens das Globos e de vários outros grandes veículos contendo reproduções seletivas de delações contra petistas enquanto outras delações contra políticos de outros partidos ficavam ocultas pelo sigilo das investigações.
Aliás, tanto o ex-presidente Lula quanto a ex-presidente Dilma Rousseff vêm se queixando há anos de parcialidade não só das Organizações Globo, mas, também, de vários outros grandes impérios de mídia edificados à sombra da ditadura militar que escravizou o Brasil por duas décadas.
Aliás, as Organizações Globo até pediram desculpas pela parcialidade em prol da ditadura…
Outra prática jornalística comum nos grandes meios de comunicação é divulgar denúncias de fontes que preferem ou requerem anonimato. Basta que esses veículos vejam credibilidade na fonte para divulgarem o que disse.
Nada que ver com a Globo News, mas, só como exemplo, há alguns anos um grande jornal paulista deu espaço para um desafeto do ex-presidente Lula acusá-lo de ser um estuprador de menores, por incrível que pareça.
Garanto à senhora Eugênia Moreyra que apenas divulguei denúncia que recebi de fonte crível e que disponho dessa denúncia por escrito, mostrando que atuei de forma jornalística no sentido de divulgá-la.
E claro que defenderei o sigilo da fonte, como a Constituição Federal garante.
Tomara que nada disso se concretize, porque as injustiças cometidas pelas Globos contra os ex-presidentes supracitados já é bastante e suficiente.
Seja como for, atendo ao pedido da assessoria da senhora Eugênia Moreyra de dar à posição dela o mesmo destaque dado à denúncia que este Blog recebeu e divulgou. Não é sempre que a grande imprensa dá aos que denúncia o mesmo espaço para se defenderem.

A burguesia fede – não só mentalmente, mas fisicamente

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A deliciosa crônica que você vai ler abaixo talvez seja o melhor retrato daquela elite paulistana (da cidade de São Paulo) que vestiu camiseta da “pouco corrupta” CBF para berrar contra a “corrupção”. A autora é colunista da Folha de São paulo e escreve divinamente. Divirta-se
*
Folha de São Paulo
10 de Fevereiro de 2017
A buerguesia Fede
Há dois meses, frequento uma academia de playboy em Higienópolis. Academia já é um troço meio deprimente e, perdão, outra opção mais barata, com aparelhos vagabundos, quebrados e sem bons professores, me pareceu ainda mais cruel.
Claro que prefiro um estúdio de pilates na Vila Madalena (apesar de ter muita preguiça de falso hippie, gente que chega de Jeep falando que só come alimentos germinados, gente que passa o dia postando sobre empoderamento, mas não trabalha ou gente que paga R$ 50 mil em uma ambulância do Einstein pra poder parir em casa porque é contra hospital). Mas o ortopedista me mandou parar com tanto alongamento cabeça e puxar ferro de verdade. Obedeci.
Em nome de minha sanidade mental, comprei um fone de ouvido wireless, enorme, vedação completa. Tenho sérios problemas com o sotaque de algumas jovens abastadas (principalmente quando em turma). Por que, por Deus, elas falam como se ter a pior rinite do século and um curso de debilidade italiana and um nabo enfiado no ânus resultasse em uma dicção aceitável (e sexy?)? Tipo meeeeu. Ai â-miii-gahhh. Por que elas falam cáh-sah em vez de casa? Sou obcecada em odiar esse sotaque.
Durante o banho, infelizmente, não consigo usar o fone de ouvido e acabo escutando um ou outro papo. Pra minha surpresa, nem todas são antas que vivem de selfie e herança, muitas são médicas, advogadas, jornalistas, CEO de empresas. Mas o sotaque é quase unânime. Rico paulistano jovem (ou querendo ser jovem) tem voz de burro, não tem jeito.
Mas esse texto é pra falar de outra coisa. Eu queria pedir a você, pessoa frequentadora de academia de playboy em Higienópolis: não feda. Esse é o mínimo que você pode fazer pela classe trabalhadora. Veja, minhas reuniões começam cedo e vão até bem tarde. Muitos desses encontros me fazem suar frio, pois tenho bastante medo de perder o emprego e não ter como pagar as contas. E ainda assim, quando estou ao seu lado, performando no elíptico ou no aparelho que simula escadas, eu não fedo.
Nunca, nem mesmo na aula de “samba funcional” eu federei. Minha nécessaire tem maravilhoso desodorante do qual faço uso ao menos três vezes ao dia. O nome disso é respeito ao coleguinha.
Mas você, que parou seu carro de qualquer jeito, pegando três vagas, que largou a esteira funcionando porque vive totalmente absorvido pelo esplendor da sua existência, vai lá se preocupar se eu estou verde ao seu lado? Se a minha bile, açoitada com o seu cheiro de esfiha vencida, está encharcando meu esôfago em refluxos agressivos de inconformismo? Não, você está pouco se lixando se a sua axila aniquilou a salubridade olfativa de 20 metros quadrados.
O odor do andar dos aparelhos aeróbicos da academia de playboy de Higienópolis beira a indecência. É flato de quem comeu 34 ovos no café da manhã misturado a bafo de quem está de regime (aquele bafo de bexiga de aniversário) misturado a sovaco assassino. Vocês nem parecem que votaram no Doria, estudaram na Faap e velejam em Ilhabela! Que feio galera! Feder e falar como pato sequelado é demais pra minha cabeça.
Talvez sua autoestima bem nascida lhe murmure: que nobre odor de testosterona em spray! Não, querido, você fede. Talvez aquelas pândegas no Café de La Musique tenham tirado suas narinas da jogada. Talvez não seja egoísmo, apenas anosmia festiva. Mas vá por mim, sem o devido cuidado, você fede. E feder, mesmo pra quem tem a vida ganha, é a mais escandalosa e vexatória derrota.

Globo cria força-tarefa para atacar Lula e Dilma semana que vem

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Jornalista de prestígio da Globo que, por razões óbvias, não quer se identificar, entrou em contato com este blogueiro e relatou o que chama de “estratégia cruel e desonesta” que diz que será usada pela emissora para criar nova onda de desmoralização dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. E disse, ao telefone, a seguinte frase:
— RIP (“rest in peace), jornalismo!
A ofensiva em questão teria sido determinada em plena redação da emissora, em voz alta, pela diretora da Globo News Eugênia Moreyra.

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Na imagem acima, Eugênia Moreyra, diretora da Globo News
Recebi da fonte a informação de que o ministro do STF Edson Facchin, novo relator da Operação Lava Jato, vai levantar o sigilo das delações da Odebrecht na semana que vem e que a diretora da Globo News supracitada irá a Brasília na segunda-feira para receber material para divulgação.
Eugênia teria entrado na redação da emissora para falar com a produtora e passou a ela a determinação. Segundo o relato da fonte desta página, devido ao tom de voz da diretora os jornalistas que ficam no setor da redação da Globo News que fica ao lado do banheiro ouviram o que ela disse.
Leia, abaixo, o que disse a diretora da Globo News Eugênia Moreyra à produtora que irá com ela a Brasília na semana que vem. O intuito da determinação da diretora à produtora ter sido comunicada para todos no entorno ouvirem foi no sentido de que os jornalistas que serão requeridos atuem da forma como foi determinada sem fazerem questionamentos.
Confira, abaixo, transcrição textual da determinação da diretora da GNEWS:

— (…) Fachin vai liberar todos os vídeos das delações [da Odebrecht] de uma só vez. Não dará tempo de decupar [analisar e editar] as imagens… Você vai liderar uma força-tarefa em Brasília. Sua equipe vai assistir a todos os vídeos das delações. Assim que ouvirem “Lula” ou “Dilma”, coloquem no ar, na hora, ao vivo, interrompendo qualquer programa, no Plantão. Depois a gente assiste o resto. Dilma e Lula têm que ser denunciados na frente de qualquer outro delatado

Segundo a fonte, aparecerão nomes de políticos importantes de todos os partidos, incluindo PSDB. A estratégia em questão serve para que Lula, Dilma e o PT não se beneficiem do prejuízo de imagem que terão seus adversários.